Como funciona
O caminho entre um órgão publicar um edital e ele chegar filtrado no seu e-mail — incluindo o que ainda não está pronto.
São quatro etapas: coleta diária na base oficial, revisão automática dos dados, filtro pelo seu perfil e entrega por e-mail nos dias úteis. A parte que costuma faltar em serviços parecidos é a segunda — e é a que decide se o que chega até você merece confiança.
1. Coleta: uma fonte só, a oficial
Todo edital tem que ser publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas — a divulgação ali é obrigatória para qualquer órgão, em qualquer estado ou município. É de lá que coletamos, uma vez por dia, de madrugada.
Não raspamos sites de prefeitura nem dependemos de portal privado. A coleta usa a API pública do PNCP, com ritmo controlado para não sobrecarregar um serviço público. Ela cobre as 27 unidades da federação: na coleta de 21 de agosto de 2026 foram 26.773 editais, em 3.995 municípios.
Isso importa por um motivo concreto: a disputa acontece espalhada em dezenas de sistemas — medimos 54 deles numa única amostra — mas a publicação é centralizada. Acompanhar a fonte centralizada é o que torna a cobertura possível.
2. Revisão: o dado passa por conferência antes de ser usado
Esta é a etapa que quase ninguém tem, e a razão dela é simples: base pública tem erro. Não por má-fé, mas porque milhares de servidores preenchem formulário todo dia.
| O que é conferido | Exemplo do que pega |
|---|---|
| Coerência de prazo | Encerramento registrado antes da abertura |
| Prazo ainda válido | Edital devolvido como aberto com prazo já vencido |
| UF x código do município | Cadastro com estado que não corresponde ao código IBGE |
| CNPJ do órgão | Número que não passa na verificação dos dígitos |
| Descrição do objeto | Texto curto demais para dizer o que está sendo comprado |
| Plausibilidade do valor | Valor que destoa de todos os outros da mesma modalidade |
O último caso é o mais ilustrativo. Na primeira coleta apareceu um pregão de mobiliário declarado a R$ 77,84 bilhões — sozinho, 88% do total de seis estados. É erro de digitação na origem, e sem tratamento ele contaminaria qualquer soma que exibíssemos.
A regra é não inventar. O edital continua aparecendo, com aviso de que o valor parece incoerente, e fica fora de qualquer total. Onde existe hipótese de correção derivável do próprio dado, ela é apresentada como hipótese. Quando mais de uma cabe — como nesse caso —, dizemos que não é possível determinar qual é a certa.
O método completo, com as limitações conhecidas, está em metodologia.
3. Filtro: o que é seu, e só o que é seu
Dos 26.773 editais da última coleta, a esmagadora maioria não interessa a você. O filtro trabalha sobre três coisas que você declara no cadastro:
| Critério | Por quê |
|---|---|
| Cidade ou região | Define o que é logisticamente viável para a sua operação |
| Atividade da empresa | Cruza o que você fornece com o objeto declarado pelo órgão |
| Faixa de valor | Evita mostrar contrato grande demais ou pequeno demais para o seu porte |
Uma escolha deliberada: o filtro erra para o lado de mostrar. A descrição do objeto varia muito entre órgãos — o mesmo item vira “aquisição de gêneros alimentícios” num edital e “merenda escolar” noutro. Um filtro apertado demais esconde contrato que você ganharia, e esse erro custa mais caro que ver uma linha a mais.
4. Entrega: no e-mail, nos dias úteis
O resultado chega por e-mail pela manhã. Cada linha traz o objeto, o órgão comprador, o valor estimado, quantos dias faltam para encerrar e o link direto para o registro oficial no PNCP.
Quando o órgão não informou o valor, o e-mail diz isso — em vez de exibir zero como se fosse preço. Quando a revisão sinalizou algo, o aviso vem junto da linha, não escondido em nota de rodapé.
Sem painel obrigatório, sem app para instalar. A proposta é eliminar sites do seu dia, não acrescentar mais um.
Um edital de verdade, passo a passo
Para sair do abstrato, um caso real da coleta de 12 de agosto de 2026. Nada aqui é inventado para ilustrar — é um registro público, e o link no fim leva ao original.
| Etapa | O que aconteceu com este edital |
|---|---|
| Publicação | A Prefeitura de Serra Talhada (PE) publicou no PNCP um pregão eletrônico para hospedagem com alimentação |
| 1 · Coleta | Entrou na coleta da madrugada, junto com outros 3.311 editais abertos |
| 2 · Revisão | Passou nas seis verificações: prazo coerente, código IBGE 2613909 compatível com PE, CNPJ válido, objeto descritivo, valor plausível |
| 3 · Filtro | Chegaria a quem declarou Serra Talhada ou região, atividade de hotelaria ou alimentação, e faixa de valor compatível com R$ 255 mil |
| 4 · Entrega | No e-mail: objeto, órgão, R$ 255.058,40, prazo encerrando em 13/08 às 7h, e o link direto |
Repare no que a etapa 4 entrega de útil: o fornecedor de hotelaria de Serra Talhada descobre em uma linha que existe um contrato de R$ 255 mil no ramo dele, na cidade dele, com prazo fechando — sem ter aberto nenhum portal. Se ele conferisse os sistemas uma vez por semana, teria boa chance de ver isso depois de encerrado.
O registro original está no PNCP. É sempre assim: o resumo leva você à fonte, não substitui a fonte.
Quando a fonte falha — porque ela falha
O PNCP é um serviço público e sai do ar como qualquer outro. Não é hipótese: no dia em que a coleta entrou em operação, ele ficou indisponível duas vezes em poucas horas, com timeouts e erros de servidor. Um sistema que ignora isso entrega dado velho fingindo que é novo.
| Situação | O que a coleta faz |
|---|---|
| Uma requisição falha | Tenta de novo, com espera crescente, em vez de desistir na primeira |
| O serviço limita o ritmo | Reduz a cadência e espera o tempo necessário — nunca insiste a ponto de ser bloqueado |
| Um estado inteiro não responde | Os demais continuam, e a cobertura incompleta é declarada no relatório |
| Nada pôde ser coletado | Nenhum dado novo é publicado; o relatório registra a falha, com o motivo de cada estado |
A escolha por trás disso: cobertura parcial anunciada é utilizável; coleta perdida em silêncio, não. Se num dia faltar um estado, o relatório daquele dia diz qual faltou e por quê — e você sabe que os números daquele dia não representam a região inteira.
O mesmo vale para o ritmo da coleta. Ela é sequencial e com pausa entre requisições de propósito: martelar a API de um órgão público para ganhar alguns minutos seria transferir custo para um serviço que todo mundo usa, inclusive os concorrentes que dependem dele.
O que já está no ar, e o que ainda não está
Esta seção existe porque prefiro perder um cadastro a conquistá-lo por omissão.
| Etapa | Estado hoje |
|---|---|
| Coleta diária do PNCP | No ar, agendada — 3h10 da manhã, com segunda tentativa às 5h10 |
| Revisão automática dos dados | No ar, rodando a cada coleta |
| Cobertura geográfica | No ar — as 27 unidades da federação |
| Filtro por perfil | No ar, rodando como etapa de cada coleta |
| Leitura dos editais de maior aderência | No ar — todo dia, logo depois do filtro, para quem tem empresa cadastrada |
| Envio automático do e-mail | No ar — dias úteis, 7h10 da manhã |
| Planos pagos | Ainda não abertos |
As quatro etapas descritas acima rodam sozinhas, todo dia. A assinatura ainda não abriu, e por isso não há nada a contratar nesta página. O teste de 14 dias, esse sim, já roda — é o produto inteiro no plano Leve, sem cartão, e ele para sozinho no fim.
O que este serviço não faz
Ele não lê o edital por você nos planos de lista — o Leve e o Leve Escritório, que são também onde o teste roda —, não garante habilitação, não avalia se você tem chance de ganhar e não emite opinião jurídica. Organiza, confere e entrega — a decisão de disputar é sua, e depende de ler o edital inteiro.
O que cada exigência significa está nos guias: habilitação, Lei 14.133 e como vender para o governo. Os limites do serviço estão no aviso legal.
Perguntas frequentes
Com que frequência os dados são atualizados?
A coleta roda uma vez por dia, de madrugada, e o resumo sai pela manhã nos dias úteis. Edital publicado durante o dia entra na coleta seguinte — por isso o resumo traz o prazo de encerramento em destaque, para você julgar a urgência.
Vocês leem o edital para mim?
Depende do plano, e a tela sempre diz qual é o caso. No Leve — que é também o plano do teste de 14 dias — não abrimos o arquivo: você recebe objeto, órgão, valor, prazo, a nota de aderência e o link para o registro oficial, para a decisão de abrir ser rápida. Nos planos que incluem a leitura, todo dia lemos os de maior aderência ao seu perfil, e é neles que aparecem as exigências de habilitação, a garantia, a visita técnica e os riscos extraídos do texto. Nem a leitura substitui ler o edital inteiro antes de disputar: quando o nosso resumo divergir do documento, vale o documento.
Como vocês sabem que um edital é do meu ramo?
Pelo que você declara no cadastro: os recortes que escolher, a atividade e a faixa de valor que faz sentido para o seu porte. O filtro trabalha sobre o objeto declarado pelo órgão — e como a descrição varia muito entre órgãos, a triagem erra mais para o lado de mostrar do que de esconder.
E se o dado estiver errado na origem?
Acontece, e não escondemos. Toda coleta passa por verificações automáticas de consistência, e o que não bate é sinalizado junto do edital em vez de ser repassado como se fosse fato. O que não conseguimos determinar, dizemos que não conseguimos.
Preciso instalar alguma coisa?
Não. Tudo chega por e-mail. Não há software para instalar, nem painel obrigatório para acessar todo dia — a ideia é justamente eliminar mais um site do seu dia.
Os dados vêm do Portal Nacional de Contratações Públicas. Em qualquer divergência, prevalece o edital.